Confira os critérios que usei para escolher as ações que estão na minha carteira

153
Confira os critérios que usei para escolher as ações que estão na minha carteira

Nesta coluna, você vai acompanhar de perto a minha carteira de investimentos e vai aprender mais sobre maneiras de alocar recursos para ter uma carteira previdenciária.

Meus investimentos renderam -1,40% em agosto, melhor do que o Índice Bovespa, que funciona como um termômetro do mercado de capitais, e desvalorizou 3,44%. Aproveitando essa baixa, investi bastante na renda variável e terminei o mês com mais de 60% do meu capital alocado na renda variável. A carteira segue composta, prioritariamente, por Small Caps.

Foi um mês sem vendas, mas cheio de compras e teve ainda a adição de dois novos ativos: a empresa de Farmácias D1000 (DMVF3) e o fundo imobiliário RBR Properties (RBRP11). Teve também investimento em IRB Brasil (IRBR3) e Cogna (COGN3).

Abaixo, você confere mais comentários sobre o restante das negociações, além de uma análise do cenário atual e das oportunidades que enxergo no momento.

Se quiser saber sobre toda a minha receita com investimentos, clique aqui.

Renda Fixa e Renda Variável

Durante agosto, recebi boa parte do dinheiro que estava emprestado e destinei uma boa parte para a renda variável. Por causa disso, apesar da queda da bolsa de valores, o percentual investido na renda variável aumentou de 59,27% para 62,13%. Finalmente a proporção em renda variável ultrapassou os 60%, coisa que não acontecia desde fevereiro.

Rentabilidade mensal

A rentabilidade mensal é medida ao levar em consideração a variação entre o preço na liquidação de todos os ativos e os rendimentos do mês. Para saber mais sobre o cálculo de rentabilidade.

Em agosto, a rentabilidade foi negativa (1,40%), melhor do que índice iBovespa, que desvalorizou 3,44%. Lembrando que quase 40% da minha carteira está em renda fixa, o que contribui para variações menores do que o índice iBovespa, tanto para mais quanto para menos.

Para saber mais sobre os ganhos com dividendos e vendas de ativos, clique aqui.

Carteira de Investimentos

O número de ativos na carteira subiu de 25 para 27, adicionei ao meu portfólio o fundo imobiliário RBR Properties (RBRP11) e a empresa de farmácias D1000 (DMVF3). A concentração da carteira mais uma vez diminuiu, as dez maiores posições da carteira representam 71,61%, ante os 73,81% do mês passado.

Foi um mês com ações em queda. Sete ações tiveram quedas superiores a 10%, sendo as três maiores: COGN3 (-31,16%), CIEL3 (-15,08%) e PMAM3 (-12,40%).

E do lado das altas, nenhuma foi superior a 10%. As três maiores foram: UNIP6 (+9,07%), CGRA4 (+7,63%) e PRIO3 (+5,81%).

Depois da bolsa de valores ter quatro meses de altas acima de 8%, finalmente tivemos uma pequena correção que abriu algumas oportunidades interessantes. Aproveitei as quedas para investir nas ações que caíram mais e/ou continuam com fundamentos sólidos. Vamos às negociações do mês.

Negociações

Esse mês foi inteiramente de compras, comecei comprando mais ações do Banco ABC (ABCB4). Faz mais de dois anos que invisto nessa empresa e até o momento só alegria, uma boa pagadora de dividendos. Recentemente o banco tem buscado ampliar suas operações para acelerar o crescimento e ampliar a geração de valor no médio e longo prazo. Considero boa oportunidade de aquisição sempre que a empresa negocia a uma relação preço por valor patrimonial (P/VP) por volta de 0,75.  Adquiri mais 25 ações, através do mercado fracionário, pelo preço de R$ 13,79 cada.

Também aumentei minha posição na resseguradora IRB (IRBR3) através da subscrição de ações. Ainda sigo confiante que a empresa vai se reestruturar e gerar valor no médio e longo prazo. Dou pelo menos mais um ano até podermos fazer uma análise mais completa e verificar se vale ou não permanecer no ativo. Adicionei 176 ações pelo preço de R$ 6,93 cada. O preço médio por ação caiu para R$ 11,43, ainda alto, mas em um valor que acho razoável dentro dos potenciais de ganhos.

Depois de aumentar posição em IRB, outro ativo polêmico em que aumentei posição foi em Cogna (COGN3). Empresa que tem um ótimo projeto, mas que precisa de tempo. Fiquei muito tempo sem comprar ações enquanto estava em um movimento especulativo, agora com o preço por volta dos R$6,00 já há uma melhor margem de segurança. Comprei mais 100 ações a R$ 6,31 cada.

No setor elétrico, um dos mais seguros e previsíveis da bolsa, fortaleci, mais uma vez, minha posição em Cemig (CMIG4). Algumas comprinhas que totalizaram 65 ações, com preço médio de compra no valor de R$ 10,43.

Ainda realizei a subscrição de todas as ações às quais tive direito da empresa de turismo CVC (CVCB3). Foram 51 ações no valor de R$ 12,84 cada. Continuo otimista com o setor que deve ter forte recuperação com o fim da pandemia.

Com a queda nas ações da Oi (OIBR3), aproveitei para comprar mais 100 ações ao preço de R$ 1,59 cada. Em breve terá assembleia para aprovação do que está sendo chamado de “Nova Oi”. Esse aditivo ao plano de recuperação judicial permite que a empresa se desfaça de ativos que não fazem parte do núcleo da nova estratégia e também permite suavização da dívida da empresa para com seus credores. A empresa pretende vender integralmente a unidade móvel, antenas e datacenters para levantar caixa, diminuir a dívida e continuar com os investimentos na infraestrutura de fibra ótica diminuindo os riscos para se tornar a maior empresa neutra de fibra ótica do país. A empresa tem entregado bons resultados nos últimos meses e estou cada vez mais confiante no negócio. Se antes figurava em uma das menores posições da carteira, agora já deixou de ser lanterninha.

Um dos investimentos mais conservadores na renda variável é em Itaúsa (ITSA4), holding do banco Itaú. A última compra havia sido em maio, aproveitei a baixa para aumentar um pouquinho a posição, foram 70 ações ao preço médio de R$ 9,58 cada. Uma boa aquisição visto que a cotação praticamente ficou parada de lá pra cá.

Também aumentei posição em Iochpe-Maxion (MYPK3), uma das maiores produtoras de rodas de aço e alumínio, longarinas e chassis, entre outros. A economia está retomando acima das previsões iniciais e o setor automotivo deve se recuperar mais rápido do que o esperado. Por isso comprei mais 70 ações pelo preço médio de R$ 11,97 cada, e, se continuar nesse patamar de preço, pretendo comprar mais.

E, para finalizar os investimentos em ações, adicionei a empresa de farmácias D1000 (DMVF3) na carteira. A empresa abriu capital recentemente e, depois de uma boa queda na cotação, passou a ser negociada em valores bem mais atrativos do que na abertura de capital. Os diferenciais da empresa são a parceria com a controladora, que fica responsável por toda a questão de distribuição dos medicamentos, e o rápido tempo de maturação de novas lojas. Comprei 100 ações pelo preço de R$ 12,26 cada.

Agora pelo lado dos fundos imobiliários, acabei por aumentar posição em Malls Brasil Plural (MALL11) e adicionar um novo ativo ao portfólio, o RBR Properties (RBRP11). Foram mais cinco cotas de MALL11 por R$ 89,87 cada e 15 cotas de RBRP11 pelo preço médio de R$ 89,26.

Segue todas as operações realizadas:

No mais, continuo deixando a reserva de oportunidade lá na NuConta, rendendo 100% do CDI sem burocracia. Sigo aguardando boas oportunidades para investimento.

Lembrando que este artigo NÃO tem qualquer recomendação de compra e venda, e, através de como gerencio minha carteira de investimentos, possui apenas caráter educativo.

Para fechar!

Em agosto, o índice Ibovespa desvalorizou 3,44%, depois de quatro meses seguidos de alta superior a 8%. Sabíamos que a alta não seria para sempre e, por isso, foi interessante aumentarmos a reserva para oportunidades e aproveitar um pouco melhor esse momento.

O cenário econômico e político volta a ter mais força sobre a bolsa, a reforma administrativa finalmente foi enviada ao congresso e promete uma economia aos cofres públicos no patamar de centenas de bilhões de reais.

Caso venha a ser aprovada, será um passo importante na reforma do estado e na tentativa de equilíbrio das contas públicas. Sendo este cenário favorável para voltarmos ao crescimento e a bolsa de valores refletir esse momento.

Com todo esse cenário, ainda nebuloso, não me surpreenderia se a bolsa andasse de lado até que o cenário clareie. Enquanto isso, tento aproveitar os momentos de baixa para acumular mais ações e aproveitar melhor o cenário de alta que espero chegar com o avanço das reformas.

A preferência tem sido pelas empresas que se encontram na carteira, que estão com boas perspectivas e ficaram para trás na alta da bolsa de valores. O setor bancário e o elétrico continuam sendo uma boa pedida.

É isso, Poupadores e Poupadoras! Sigo investindo e acreditando no futuro do Brasil. Me acompanhe pelo Instagram e fique por dentro das minhas negociações. Ah, e não esqueça de compartilhar o artigo com seus amigos. Vamos todos juntos caminhar para a prosperidade.

Ficou com alguma dúvida? Comenta aqui embaixo.