Altos e baixos no mercado e o reflexo disso na minha carteira

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Nesta coluna, você vai acompanhar de perto a minha carteira de investimentos e aprender mais sobre maneiras de alocar recursos para ter uma carteira previdenciária sólida.

A minha carteira teve uma desvalorização de 5,76% em fevereiro, enquanto o Índice Bovespa, que funciona como um termômetro do mercado de capitais, desvalorizou 8,43%. Lembrando que 33,82% da minha carteira está em renda fixa.

Sobre as negociações em bolsa de valores, vendi mais uma parte da posição em Hapvida (HAPV3) e em Sanepar (SAPR4). Comprei mais Itausa Investimentos (ITSA4), Unipar (UNIP6) e um pouquinho de Petrorio (PRIO3).

Adicionei duas novas ações, nas quais estava de olho há muito tempo, Banrisul (BRSR6) e CVC (CVCB3).

Abaixo comento sobre tudo isso e mais.

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Renda Fixa vs. Renda Variável

Houve redução no percentual de renda variável, de 69,27% para 66,18%. Isso aconteceu pelos aportes em renda fixa e pela desvalorização dos ativos em bolsa de valores no final de fevereiro.

A proporção em renda variável só não ficou menor porque investi bastante para aproveitar as oportunidades que surgiram com a queda.

A perspectiva é de recuperação nos próximos 40 dias para então realizar lucros e investir no consultório odontológico da minha esposa.

Rentabilidade mensal

A rentabilidade mensal é medida ao levar em consideração a variação entre o preço na liquidação de todos os ativos e os rendimentos do mês. Para saber mais sobre o cálculo de rentabilidade.

Em fevereiro, a rentabilidade negativa, de 5,67%, foi melhor do que o índice Ibovespa, que desvalorizou 8,43%.

Lembrando que pouco mais de 30% da minha carteira está em renda fixa. Isso faz com que a variação da minha carteira seja menor do que o índice Ibovespa, tanto na alta quanto na baixa.

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Carteira de Investimentos

O número de ativos na carteira foi 24 para 26. Houve a adição da empresa de turismo CVC (CVCB3) e do banco estadual do Rio Grande do Sul (BRSR6). A carteira aparenta ser muito pulverizada, mas as dez maiores posições representam 72,17%.

As três maiores quedas do mês foram CVCB3 (-29,51%), PMAM3 (-20,86%) e UNIP6 (-18,04%), sendo as duas primeiras posições ainda pequenas na minha carteira. Já as três maiores altas foram em CARD3 (7,75%), OIBR3 (2,04%) e CGRA4 (0%).

Em fevereiro, o mercado trouxe mais volatilidade e aproveitei para realizar algumas negociações tentando aproveitar as oportunidades, a seguir comento as principais.

Negociações

Praticamente até o dia o dia 20 todas as negociações foram de vendas, basicamente por dois motivos: (1) realizar lucros para investir na economia real diretamente e (2) poucas oportunidades de investimento depois de todas as altas.

As vendas se concentraram nas duas empresas da minha carteira que eu considerava sobrevalorizadas: Sanepar (SAPR4) e Hapvida (HAPV3).

Como nenhuma das duas aponta para perdas de fundamentos, optei por realizar as vendas de forma parcial ao longo do tempo. Agora minha posição de HAPV3 é de apenas 80 ações e em Sanepar, que já foi uma das maiores posições, agora possuo apenas 100 ações.

É certo que minha posição em Sanepar deve ser liquidada em breve, a não ser que o preço da empresa caia drasticamente e faça com que a empresa volte a ficar barata.

Com mais dinheiro em caixa e a bolsa de valores despencando, decidi aproveitar para aumentar posições em outras empresas da carteira (ITSA4, UNIP6 e PRIO3). E também aproveitei para adicionar novas empresas à minha carteira, como Banrisul (BRSR6) e CVC (CVCB3).

Consegui comprar Itaúsa (ITSA4) por R$12,05 por ação e Unipar (UNIP6) por R$29,83 e por R$26,90.  De Petrorio (PRIO3) comprei apenas 14 ações porque já é minha maior posição em bolsa, por R$ 38,37 e R$38,25.

A Itaúsa é uma empresa gigante e suas empresas fazem parte de setores mais seguros e previsíveis, sendo considerada uma ação defensiva para qualquer carteira.

Sobre as novas adições da carteira

O Banrisul (BRSR6) é o banco estadual do Rio Grande do Sul, que vem sendo subavaliado pelo mercado há algum tempo, sempre pelo risco de o Estado utilizar a empresa com fins políticos. Se fosse uma empresa privada, o banco provavelmente seria avaliado a, mais ou menos, R$26,00 por ação.

Adquiri 100 ações por R$ 17,73, que, pelo histórico da empresa, parece uma pechincha. Isso mesmo que a empresa esteja nas mãos do governo, que ultimamente precisa desesperadamente de dinheiro.

Inclusive o governo tentou vender parte do banco para a iniciativa privada por R$23,18 a ação, mas não obteve sucesso e desistiu de vender por menos que isso.

Isso demonstra que mesmo o governo precisando desesperadamente de dinheiro para colocar as contas públicas em dia, valores abaixo desse seriam muito abaixo do que o banco vale de fato.

Seguindo esse racional aliado ao histórico de bons resultados, optei por adicionar o ativo à minha carteira. Confira abaixo o histórico de lucros do banco por trimestre:

Já em relação à CVC (CVCB3), que sempre foi uma queridinha do mercado, há muito tempo estive de olho na empresa. Nunca tinha investido por ela sempre estar negociada a um preço acima do que eu estava disposto a pagar.

Pois bem, de 6 meses para cá a empresa vem sofrendo com diversos problemas. Para começar teve a quebra da empresa aérea Avianca, maior parceira aérea da CVC. Com isso, a empresa teve que remanejar e reembolsar diversos clientes, impactando seus resultados de curto prazo. Saiba mais sobre esse impacto na empresa.

Como se isso não fosse o bastante, no final de 2019 tivemos o problema do óleo no litoral brasileiro, que fez com que vários destinos turísticos ficassem inacessíveis por semanas. Nesse período, muitas viagens e passeios foram cancelados por conta disso, o que também impactou a empresa a curto prazo.

Aliado a tudo isso, a companhia informou, no início de 2020, que descobriu falhas em suas demonstrações contábeis, porém não teria efeito caixa, menos mau.

Com todas essas questões acontecendo de forma sequencial, a empresa finalmente chegou a um patamar de preço que me sinto confortável para investir. Foi isso o que fiz, afinal todos os eventos acima impactam a empresa apenas no curto prazo e meu racional de investimento é voltado para o longo prazo.

Não negociei nenhuma cota dos meus fundos imobiliários: OUJP11 e MALL11. Para ler uma análise de MALL11, clique aqui.

No mais, continuo deixando minha reserva para oportunidade e emergência lá na NuConta, rendendo 100% do CDI sem burocracia. Sigo aguardando boas oportunidades para investimento.

Para fechar!

Esse mês a carteira teve uma grande queda, algo que não acontecia desde a greve dos caminhoneiros, sem dúvidas por causa de algumas incertezas relacionadas ao Corona Vírus.

Até o momento não acredito que o cenário de longo prazo sofra mudanças significativas, afinal mesmo em um cenário mais sério a crise com o vírus terá início, meio e fim.

Independente disso, o que sempre faço é investir com uma margem de segurança, pagando preços que façam sentido, comprando em cenários pessimistas. Tudo isso traz mais segurança aos investimentos.

Existem defensores de estratégias que não ligam para os preços, mas sempre insisto que é um fator determinante.

Em novembro as ações da CVC, empresa que adicionei na carteira agora em fevereiro, eram negociadas a mais R$50 por unidade. Agora em fevereiro a ação fechou o mês cotada em R$ 25,73, praticamente metade do preço.

Quem comprou acima dos R$ 50 certamente comprou um cenário apenas de felicidade, tudo certo. Já quem comprou abaixo dos R$ 30 comprou com margem de segurança para tudo o que pode ou não estar por vir. Então preço importa e muito.

É isso, Poupadores e Poupadoras! Espero que este conteúdo te ajude a ver que é possível montar uma carteira previdenciária e garantir uma boa aposentadoria.

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