Novos investimentos trazem novos resultados

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Nesta coluna, você vai acompanhar de perto a minha carteira de investimentos e aprender mais sobre renda variável para a construção de uma carteira previdenciária. Se quiser ver um resumo da minha jornada até agora, clique aqui.

A carteira teve uma rentabilidade de 2,34% em dezembro e um forte aumento em renda fixa, devido aos recursos para a compra do novo carro.

O mês teve uma boa distribuição de rendimentos, chegando a R$ 335,82. Todo esse rendimento veio dos investimentos realizados, são juros e proventos dos fundos e ações que tenho na carteira de investimentos.

Continue lendo e acompanhe tudo isso com detalhes.

Renda Fixa vs. Renda Variável

De novembro para dezembro, o percentual da carteira investido em renda fixa subiu de 22,60% para 40,70% enquanto o de renda variável desceu de 77,40% para 59,30%.

Esse aumento em renda fixa ocorreu porque apliquei todo o dinheiro da venda do meu carro e o dinheiro que recebi em dezembro.

Esse aumento é momentâneo, já que em breve comprarei um novo carro e o patamar de renda fixa e variável deve voltar aos 22% e 78% respectivamente.

Rentabilidade mensal

A rentabilidade mensal é medida ao levar em consideração a liquidação de todos os ativos, mais os rendimentos do mês. Para saber mais sobre o cálculo de rentabilidade.

Como boa parte da minha carteira de investimentos está em renda variável, isso traz uma expressiva variação mensal, como pode ser visto no gráfico.

Em dezembro, a rentabilidade de 2,44% foi ótima, ainda mais considerando que o índice Ibovespa, que funciona como um termômetro do mercado de capitais, desvalorizou 1,81%.

Boa parte desse resultado se deve à estratégia de fazer reserva em renda fixa e alocar esse capital em renda variável quando surgem ótimas oportunidades. Dessa forma é possível alocar o capital de maneira mais eficiente.

Durante o mês de dezembro, os proventos recebidos em conta totalizaram R$ 335,82 contra R$ 383,13 do ano anterior. Diminuição de 12,34%. Essa leve diminuição ocorreu porque em dezembro de 2017 a empresa EzTec fez uma distribuição extraordinária de dividendos, evento sem recorrência do qual já era previsto não ocorrer em 2018.

Carteira de Investimentos

Como vocês podem ver, minha carteira está bem pulverizada e atualmente possui 34 ativos.

A estratégia de dezembro foi continuar a fortalecer ativos em carteira e continuar seletivo na inclusão de novos. Com reserva em renda fixa, boas oportunidades apareceram e eu estava preparado para aproveitar, por isso a carteira teve adição de novos ativos.

Dezembro foi mais um mês de gestão ativa gerando movimentações acima da média.

Comecei o mês adquirindo ações da Trisul (TRIS3), companhia de construção civil com mais de 30 anos de experiencia de atuação. Até o momento, a empresa já entregou mais 200 empreendimentos, que totalizam mais de 42 mil unidades. A empresa vem mostrando melhoras operacionais há alguns trimestres. Ao que tudo, indica os piores momentos do setor imobiliário ficaram para trás. O racional é se antecipar e aproveitar o crescimento que está por vir. Até o momento a valorização foi superior a 30%.

Outro investimento realizado foi em Paranapanema (PMAM3), na qual aumentei posição. A maior empresa brasileira que atua no segmento de cobre, responsável por 94% da produção nacional.  A empresa atualmente passa por um processo de restruturação que, acredito, será bem-sucedido, além da possibilidade de ser comprada pela Vale.

O mercado segue precificando um cenário pessimista para as ações da Wiz (WIZS3) e por isso aumentei minha posição acionária na empresa. A Wiz agora passou a ser uma das maiores posições em carteira e com isso serei mais criterioso nos próximos aportes. Nos preços atuais espero dividendos por volta dos 12% a serem anunciados em abril.

Além da Trisul, fiz outra adição na carteira, a Kroton (KROT3). Aos que não conhecem, a Kroton é uma das maiores organizações educacionais privadas do mundo, com mais de 50 anos de história na educação básica e mais de 15 anos no ensino superior. Os preços chegaram a um patamar muito atrativo e não resisti a comprar ações de uma empresa de grande qualidade a preço baixo. O mercado está penalizando o setor de educação, principalmente pelas incertezas quanto ao FIES. Embora tenha comprado pensando a longo prazo, as ações já se valorizaram mais de 15%, com potencial para valorizar muito mais.

Olhando para os fundos imobiliários, realizei compras e vendi uma parte das cotas do Edifício Galeria.

Os fundos imobiliários subiram muito de outubro para cá, diminuindo o número de fundos atrativos para investimento, considerando uma margem de segurança para diminuição de riscos. Aumentei mais uma vez minha posição em OUJP11, um dos poucos fundos de recebíveis que continua atrativo, pagando em média 0,70% a.m.

Adicionei à carteira o fundo imobiliário GGR Covepi Renda (GGRC11). Fundo muito bem gerido voltado ao segmento industrial e logístico. Ainda não tinha fundo desse tipo em carteira. Uma boa adição considerando a estimativa de distribuição de 8,5% líquido para os próximos 12 meses, cerca de 166% do CDI líquido atual. Até o momento, o preço da cota já valorizou cerca de 10%.

Ainda no setor de galpões logísticos, adquiri cotas do fundo Industrial do Brasil (FIIB11). Este fundo é detentor de uma participação do Perini Business Park, que é um condomínio industrial referência em Santa Catarina, sendo o maior condomínio industrial multisetorial do Brasil, com quase 3 milhões de m² de terreno e 260 mil m² de área construída. Fundo com baixa vacância e sem eventos que possam prejudicar as distribuições nesse primeiro semestre. Distribuição estimada de 7,5% para os próximos 12 meses.

Adicionei mais um fundo de shoppings à carteira, dessa vez Malls brasil Plural (MALL11). Fundo com participação de 54,2% no shopping Maceió, que tive o prazer de visitar no fim de dezembro. Distribuição estimada em 7,2% para os próximos 12 meses.

Por fim, me desfiz de mais uma parte do fundo Edifício Galeria (EDGA11) por causa da expectativa de revisionais negativas nos preços dos contratos que serão renovados em 2019. De maneira geral, os preços das cotas tendem a acompanhar a rentabilidade do fundo. Assim tento me antecipar a um cenário que parece desenhado. A rentabilidade líquida foi positiva até o momento rendendo mais de 150% do CDI líquido do período.

Continuo deixando minha reserva para resgate imediato lá na NuConta, rendendo 100% do CDI sem burocracia. Sigo aguardando boas oportunidades de compra.

Para fechar!

Continuo exposto à renda variável e as expectativas seguem altas com a equipe econômica do governo, possível reforma da previdência e implementação de um novo regime de capitalização. Esse novo regime tente a ser mais justo, visto que o valor de sua aposentadora depende do quanto cada um contribui. Quem contribui mais receberá mais, quem contribui menos receberá menos.

Dessa vez a gestão acabou sendo mais ativa. O mês foi basicamente de compras, alocando muito bem o capital nas boas oportunidades que apareceram. A única venda realizada foi do FII Edifício Galeria o qual pretendo zerar posição por causa das perspectivas negativas.

A carteira teve uma ótima valorização, de 2,34%, na contramão da bolsa de valores.

Para a maioria das pessoas recomendo uma gestão passiva, aquela em que você reavalia os ativos em carteira em janelas de tempos maiores que três meses.

Para os investidores iniciantes na bolsa de valores recomendo a escolha de empresas boas e baratas. Com empresas boas quero dizer aquelas que possuem lucros crescentes, são resilientes, estão sem setores perenes e que pagam dividendos acima de 6% a.a.

Ao fim da coluna do mês passado abordamos brevemente o indicador P/L com o objetivo de descartar empresas caras. Dessa vez traremos o indicador de Dívida Bruta/Patrimônio.

Esse é outro indicador que ajuda a evitar empresas que podem ser uma roubada. Uma relação de Dívida Bruta/Patrimônio igual a zero significa que a empresa não possui dívidas. Já uma relação igual a 1 significa que a empresa possui uma dívida equivalente a todo patrimônio. Empresas que vão mau das pernas tendem a ter dívidas elevadas, isso ocorre porque em momentos de dificuldade as empresas tendem a aumentar o endividamento a fim de tentar investir e reverter maus resultados.

Mas isso nem sempre ocorre, o que pode piorar a situação. Esse é um dos indicadores mais importantes e decisivos para deixar um negócio antes que o barco possa afundar. De maneira geral uma relação abaixo de 0,5 significa um endividamento dentro do controle, acima disso pode acender o sinal de alerta.

Um dos sites mais indicados de análise fundamentalista com dados e histórico de diversas empresas é o site fundamentus. No campo de pesquisa você pode encontrar uma empresa digitando o código dela. Na imagem abaixo, marcado em amarelo, você pode ver onde consultar o indicador Dívida Bruta/Patrimônio.

É isso, Poupadores! Espero que este conteúdo ajude a ver que é possível a qualquer um montar sua própria carteira de investimentos e garantir uma aposentadoria digna.

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Dito isso, queremos te ouvir para trazer cada vez mais conteúdo sobre investimentos e te ajudar na construção do seu patrimônio e aposentadoria. Deixe um comentário com suas dúvidas.