Dicas sobre educação financeira para crianças

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Como foi a sua infância? Você era uma daquelas crianças que gastavam tudo o que recebiam no ato ou poupavam para comprar algo que queriam muito? Sabia que as pessoas que nos cercam nessa fase são muito importantes também para o desenvolvimento da educação financeira? Mesmo que elas não falem abertamente sobre dinheiro (Um erro tremendo na minha opinião). Pode não parecer, mas aqueles conselhos que a gente ouve quando é criança contribuem mais para a nossa formação do que possamos imaginar.

Hoje você pode contribuir para a formação de pequenos investidores educando-os a partir de coisas corriqueiras como a compra de doces, brinquedos, etc. Podem ser seus filhos, sobrinhos, vizinhos, alunos, não importa desde que você comece com um passo de cada vez. Pense em todos os conselhos que você gostaria de ter ouvido quando era criança para poder se planejar melhor e ofereça-os.

1. Utilize situações do dia a dia 

Não é necessário construir aulas ou explicações muito complexas ou a criança pode achar tudo muito chato. Para começar, você deve a aplicar esses conhecimentos ao dia a dia da criança de maneira natural para que ela se acostume com a ideia de economia e entenda a importância disso.

Basta mostrar à criança quais são os resultados que ela pode alcançar através do uso eficiente do seu dinheiro. Por exemplo, há dois tipos de chocolate, o favorito dela custa duas vezes o preço do outro, mas ela só tem dinheiro para o de menor qualidade. É suficiente explicar que o pequeno, se for paciente e juntar um pouco mais de dinheiro, pode ter o seu chocolate preferido. 

Inicialmente pode não ser um processo tão efetivo já que crianças não são muito pacientes, mas depois de algum tempo ela perceberá que é melhor esperar um pouco para ter algo melhor do que ter pressa por algo medíocre.


2.Ofereça mesada e remunere seu filho pelas atividades realizadas

Usualmente os pais oferecem dinheiro a seus filhos de duas maneiras: a primeira é liberando pequenas quantias ao longo do mês, de acordo com as necessidades que vão surgindo. A segunda é por meio de mesada, que acredito ser mais efetiva para desenvolver habilidades administrativas na criança, além de estimular o autocontrole.

Caso tivesse um filho ou filha, optaria pela segunda opção para que a criança pudesse aprender a lidar com o que tem, se planejar adequadamente e, eventualmente, lidar com a escassez de recursos. 

Além disso, você pode mostrar à criança que o trabalho tem seu valor e remunerá-la por algumas atividades domésticas. Assim, ela aprenderá a lidar com os frutos do trabalho dela.


3. Explique a diferença entre o preço e o valor de cada coisa

Quando somos crianças, costumamos não dar muita importância ao dinheiro já que ele aparece magicamente para nós. Não temos muita noção em relação a isso até chegarmos à adolescência ou à vida adulta e conseguirmos o primeiro emprego ou um estágio remunerado. A partir daí, a ideia de que economizar é algo necessário surge. Antes tarde do que nunca, mas quando se aprende isso na infância, o conhecimento e a resiliência que se formam quanto a tempos de escassez é muito maior.

Não diga que economizar dinheiro é “coisa de adulto”, muitas vezes uma criança consciente pode influenciar a economia doméstica de maneira muito positiva. Ela saberá o momento de pedir dinheiro e aceitará uma negativa de maneira mais compreensiva se for o caso. Isso pode contribuir para acabar com aquelas birras dentro do supermercado, já imaginou?

E você, está se planejando para ter seus filhos ou já educa suas crianças? Tem outras dicas para compartilhar? Compartilhe conosco!