Conheça mais sobre minha estratégia de alocação de recursos

420

Nesta coluna, você vai acompanhar de perto a minha carteira de investimentos e aprender mais sobre renda variável para a construção de uma carteira previdenciária. Se quiser ver um resumo da minha jornada até agora, clique aqui.

A carteira teve uma desvalorização de 0,85% em fevereiro, menor do que o Índice Bovespa, que foi de quase 2%. Ocorreu um aumento nos investimentos em renda fixa, que agora representam 22,32%, 3% a mais que janeiro.

O mês teve uma boa distribuição de rendimentos, chegando a R$ 447,16. E os ganhos líquidos com movimentações na bolsa chegaram a R$ 34,86, totalizando R$ 482,01. Saiba mais.

A cada mês dou mais um passo para, em breve, viver apenas de dividendos.

Renda Fixa vs. Renda Variável

De janeiro para fevereiro, o percentual da carteira investido em renda fixa subiu de 19,33% para 22,32% enquanto o de renda variável caiu de 80,67% para 77,68%.

Esse aumento na renda fixa já era esperado graças a incertezas com a aprovação da reforma da previdência e a vários investimentos em economia real, aquela diretamente no setor produtivo, nesse caso o odontológico.

Rentabilidade mensal

A rentabilidade mensal é medida ao levar em consideração a variação do preço na liquidação de todos os ativos e os rendimentos do mês. Para saber mais sobre o cálculo de rentabilidade.

Como boa parte da minha carteira de investimentos está em renda variável, isso traz uma expressiva variação mensal, como pode ser visto no gráfico.

Em fevereiro, a rentabilidade de -0,85% foi dentro do esperado, afinal 77,68% da minha carteira está em renda variável e o índice Ibovespa, que funciona como um termômetro do mercado de capitais, desvalorizou 1,86%. Como possuo 22,32% da carteira em renda fixa, é normal a carteira ter menos variação do que o índice Ibovespa que é composto apenas de ações.

A estratégia de aumentar a reserva em renda fixa para os momentos de adversidade tem se mostrado exitosa até o momento. Dessa forma acabo com mais capital disponível aguardando melhores oportunidades para alocação.

Continuamos fazendo uma série de compras de equipamentos e materiais odontológicos para o consultório de minha esposa e, por isso, a alocação de novo capital no mercado financeiro anda restrita. Então o foco está em se desfazer de ativos pouco representativos ou que não geram rentabilidade de maneira adequada. Além de fortalecer os ativos que estão indo bem e se encontram com preços atraentes e aproveitar alguma grande oportunidade que possa surgir.

Para saber mais sobre os ganhos com dividendos e vendas de ativos, clique aqui.

Carteira de Investimentos

Como vocês podem ver, minha carteira está bem pulverizada. A carteira tinha 32 ativos em janeiro e atualmente possui 28 ativos. Houve liquidação de quatro ativos que, juntos, correspondiam a menos de 1,5% da carteira e apenas dificultavam a gestão.

A estratégia de fortalecer ativos em carteira continua. Abro exceções apenas quando oportunidades muito boas aparecem. Para isso, realizo uma gestão ativa do portfólio, tentando maximizar resultados. Então vamos falar um pouco das operações.

Operações

O mês começou com a liquidação de Fundos de Investimentos imobiliários: FEXC11, FIIB11, MALL11 e VISC11. Embora continuem sendo ótimos fundos, optei pela liquidação por conta da baixa representatividade na carteira: não chegavam nem a 1,5%. Lucro líquido de R$ 54,47.

Aproveitei o dinheiro para fortalecer outros fundos imobiliários presentes na carteira: FIGS11 e GGRC11.

O primeiro é fundo de um shopping que está prestes a encerrar o período de renda mensal garantida. O fundo vinha pagando R$0,83 por cota independente do faturamento, a partir de abril pagará conforme o faturamento. A previsão é que pague R$0,37 por cota. Devido a esse evento, a cota começou a se desvalorizar e a oportunidade para investimento ficou cada vez melhor. Outro fator que pressionou a cotação foi o anúncio do desinteresse do administrador, solicitando a troca por outro ou liquidação do fundo. Agora o fundo tem espaço para uma administração mais competente, que deve trazer ótimos resultados no futuro.

O segundo é o fundo de logística Covepi Renda. É um fundo enorme, com imóveis em pelo menos sete estados brasileiros. Tem uma proposta de contratos atípicos, alugando imóveis da maneira que o cliente deseja por um prazo mínimo de cinco anos. O fundo anunciou subscrição com um preço de cota muito vantajoso no valor de R$ 116,70 sendo que a cota estava na casa dos R$ 130,00. A subscrição basicamente é a captação de dinheiro no mercado, dando preferência ao acionistas colocarem mais dinheiro na empresa, caso nem todos os acionistas participem da oferta então o restante da captação é feita para as demais pessoas do mercado.

Outro ativo que realizei subscrição foi do Banco ABC, único banco na carteira. O banco ABC tem costume de realizar subscrição a cada seis meses, o que permite que os acionistas coloquem mais dinheiro no negócio com a vantagem de preços em torno de 20% abaixo do mercado. Nesse caso, a subscrição de cada ação estava no valor de R$ 13,22 enquanto o preço de negociação no mercado estava por volta de R$ 18,00. Como a empresa é muito competente fico feliz em colocar mais dinheiro no negócio, ainda mais com um belo desconto desses.

E já no fim do mês aumentei posição na empresa de cobre Paranapanema (PMAM3) e na de energia elétrica AES Tietê (TIET11). Ambas ainda com preços atraentes, a Paranapanema passa por um processo de restruturação que, se for bem sucedido, gerará um bom retorno. Como é uma posição mais arriscada o ativo representa apenas 1,04% na carteira. Já AES Tietê é uma empresa sólida em um setor perene. Atualmente vem fazendo uma série de investimentos que comprometem um pouco os resultados de curto prazo, mas que compensarão lá na frente, a partir de 2021.

Continuo deixando minha reserva para resgate imediato lá na NuConta, rendendo 100% do CDI sem burocracia. Sigo aguardando boas oportunidades para investimento.

Para fechar!

Até que esse mês não teve tanta movimentação. O giro da carteira foi mínimo, não chegou nem a 1,5%. Agora a carteira de fundos imobiliários está mais concentrada, tinha dez ativos e agora tem seis, o que facilita a gestão.

Bom, independentemente da reforma da previdência, sigo comprado na bolsa de valores, não é à toa que por volta de 80% dos meus investimentos estão nela.

A carteira teve baixa desvalorização, de 0,85%, mesmo com Ibovespa caindo quase 2%.

É isso, Poupadores! A cada mês dou um passo para a liberdade financeira. Espero que este conteúdo ajude a ver que é possível para qualquer um montar sua própria carteira previdenciária e garantir uma boa aposentadoria.

Para quem deseja dar o primeiro passo e ter acesso aos diversos produtos do mercado financeiro, clique aqui.

Queremos te ouvir para trazermos mais conteúdo sobre investimentos e te ajudar na construção do seu patrimônio e aposentadoria. Deixe um comentário.